terça-feira, 30 de outubro de 2012

Domingo Nublado

Eu preciso ficar sozinha, preciso de um tempo pra mim, pra cuidar de mim.

Eu só quero sair daqui. Não quero ninguém. Quero ficar só e não ser incomodada. Não quero que se preocupem, não quero que se importem, não quero que perguntem. Só quero que me deixem. Só quero parar e ser. Só quero bons livros para ler e cadernos para escrever.

Quero sentar na grama, poder olhar para o infinito e saber que nada vai me perturbar. Quero ir a uma ilha deserta e me esquecer por lá. Quero sair de tudo, esquecer de todos por um momento e só parar. Quero ir para o campo, algum lugar que eu possa ver o céu, que eu possa admirar a paisagem, que eu possa sentar e ler, sentar e pensar, sentar e parar, sentar e, talvez, morrer.

Quero esquecer da vida por um momento, esquecer de onde venho e para onde estou indo. Esquecer dos problemas, esquecer das alegrias, esquecer das paixões. Esquecer dos amigos, dos amores, das pessoas. Esquecer de tudo e de todos. Não quero nem saber o que vai acontecer com as pessoas ou com o mundo. Por mim, ele poderia se acabar a qualquer momento. E eu, nada faria.

Eu ando sem paciência com a humanidade. No fundo, é assim que me sinto. Eu me irrito com as pessoas e o que elas dizem e nem sei bem direito porque. Eu não sirvo pra ter essa rotina, ver as mesmas pessoas todos os dias, ter o mesmo tipo de conversa. Eu não me encaixo nesse tipo de convivência.

Eu, simplesmente, não sou assim. Não sirvo pra pessoas.

1 rubrica(s):

Felipe Passos disse...

É como se esse texto tivesse saído de mim, pois é tudo o que eu sinto.. no entanto, o que me deixaria bem não é me esquecer em um lugar isolado, mais começar de novo.. uma nova sociedade, um novo jeito de viver, um novo governo, recomeçar todo o processo da humanidade, mas da forma correta desta vez...

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